Tens poesia na metade direita do coracão e amor na metade esquerda. Tenho-te a ti a circular nas duas metades de mim. Porque a poesia e o amor estão atrás da minha orelha. R*

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

8 segundos





Queimei-me a beber este chá de manga. Nem sempre gosto de manga, a papaia aquece mais o desejo. Aqui onde estou, o pensamento bloqueia a razão, logo escrevo e logo existo.
Cruzo o olhar com as teclas para pensar numa primeira letra e apartir daí escrever. A- Antes do saber existia o desconhecido e ás vezes o desconhecido não quer ser descoberto. T- Tu podes ir a todo lado.     P- Porém o meu corção percegue-te. P- Plim-plam-plum brincadeirinha de criança e cada bala mata um.   G- Guardo a tua criança desamparada aqui onde eu moro, mas em breve, vou viajar. N- Não sei quando volto, talvés nem volte mais. U- Um dia. F- Estava com medo da letra F, F de fim. P- Porque tudo tem um principio e um fim. G- Gosto mais de um fim com principio. L- Levemente sei o fim do livro. E- Ela morre no final. S- Se todos sabem, vamos fazer de conta que ela não morre, é mais bonito fingir que não conhecemos o final. O- Os cheiros misturam-se como se estivesses aqui para me aconchegar. V- "Vai correr tudo bem". T-Tu não sabes, nem tentas saber. Q- Quero que ela no final sobreviva. E- E se sobreviver, que o soro leve o bater do coração por ti. C- Como o cair do cabelo e tudo o que virá, seja o cair do que foste para mim.
Queria tanto esvaziar a garganta, como deixar de sentir. Esvaziar até ao fim e rebentar com os tímpanos.
- Olá!
lá se sente o arranhar grosso da garganta. Já não vai lá com chá. Martini, sim o George sabe o que faz bem à voz do coração. Um golo. Dois golos. Um frasco.
-(sem respirar 8 segundos) Gosto de saber de ti.

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